Filipe Crawford introduziu a metodologia da Técnica da Máscara em Portugal em 1987, realizando os primeiros cursos na Fundação Calouste Gulbenkian. Discípulo de Mário González, Ariane Mnouchkine e FerruccioSoleri, entre outros mestres do teatro de máscaras, fundou a companhia teatral Meia Preta com alunos seus em 1989. Em 1995 funda a FC Produções Teatrais e em 1997 nasce o projeto Escola da Máscara. Desde 1987 que os seus cursos têm sido realizados nas principais escolas de teatro do país e também no estrangeiro, nos países de língua Lusófona e em Itália e Espanha. Em 2001 cria o Festival Internacional de Máscaras e Comediantes que, a par da apresentação de espetáculos do género, tem acolhido a realização de Estágios de Máscaras dirigidos por mestres de renome internacional, como Carlo Boso, António Fava, Adriano Yourissevich entre outros já citados.

Ao longo da sua, carreira encenou vários espetáculos de Commedia dell’Arte e de Máscaras para várias estruturas teatrais, sobretudo para aquelas que formou, como “A História do Tigre” de Dario Fo, prémio Garrett em 1991 e “Cenas da Commédiadell’Arte”, MeiaPreta 1993, “O Teatro Cómico” de Goldoni, para a Filandorra, 1997, “As Desventuras de Isabella” de FlaminioScala, 2004, “Arlequim, Servidor de Dois Amos” de Carlo Goldoni, 2005, “Otário Doing em Portugal”, de Filipe Crawford e Filipe Abranches, 2005, “A Idade do Ouro” criação colectiva, 2009, “Os Três Capitães” criação colectiva, 2011, “A Ilha dos Deuses” – criação colectiva,  2012, todos estes últimos para a FC Produções Teatrais.

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